Já joguei milhares de jogos ao longo dos anos. Mas são raras as vezes em que games me dão aquele incrível arrepio de emoção que temos quando encaramos aquele filme majestoso ou ouvimos uma música que fala conosco. Um dessas vezes foi durante a geração de consoles que está acabando, enquanto eu cavalgava.
Se você já jogou Red Dead Redemption, você já sabe o que eu estou falando. Se você não jogou, deixe-me tentar explicar a cena.
Red Dead Redemption é um jogo sobre um homem em uma jornada épica, tanto para corrigir os seus erros do passado como também para salvar sua família. Sua jornada o leva por todo o Oeste americano, salões empoeirados, desertos e cidades emergentes do início do século 20.
É uma viagem longa e solitária. Mas há um ponto no jogo em que ela fica fica muito mais solitária. Nos momentos iniciais do game, você está sempre trabalhando com alguém, ou ao redor de outras pessoas.
Mas depois que esses encontros iniciais terminam, você está perdido no México. E não há companheiros, instrutores ou adversários para te acompanhar. Você está sozinho, longe de casa, no deserto mexicano.
E então essa música começa a tocar:
Ela se chama Far Away. É cantada pelo sueco José González.
O violão um tanto sinistro e os vocais melancólicos formam o clima perfeito. Em um momento incrivelmente raro no jogo, você está sendo manipulado não por explosões, ou ângulos de câmera, ou um fluxo de inimigos, mas por uma… música. São as ambições cinematográficas da Rockstar atingindo o apogeu.
É tão simples. Em termos de jogabilidade, você está apenas cavalgando em direção a um ponto no mapa. Isso é o que você faz em 90% do jogo. Mas o contexto da narrativa e a escolha perfeita de música transformam algo banal em algo verdadeiramente emocionante.
É o microcosmo perfeito do catálogo da Rockstar, de Bully até Grand Theft Auto. Jogos caóticos, confusos, violentos e muitas vezes quebrados são transformados em clássicos através de um uso hábil de inteligência, estilo e trilha sonora.
Após o sucesso do truque em Red Dead Redemption – que se repete com menor impacto no final do jogo – a Rockstar tentou novamente várias vezes fazer o mesmo com Grand Theft Auto V, mais notadamente durante o retorno de Michael para o centro-oeste.
Sem dúvida, a Rockstar vai usá-lo novamente em games futuros. Mas eles nunca vão causar um impacto tão grande quanto o que essa viagem sozinho para o México causou.
O violão um tanto sinistro e os vocais melancólicos formam o clima perfeito. Em um momento incrivelmente raro no jogo, você está sendo manipulado não por explosões, ou ângulos de câmera, ou um fluxo de inimigos, mas por uma… música. São as ambições cinematográficas da Rockstar atingindo o apogeu.
É tão simples. Em termos de jogabilidade, você está apenas cavalgando em direção a um ponto no mapa. Isso é o que você faz em 90% do jogo. Mas o contexto da narrativa e a escolha perfeita de música transformam algo banal em algo verdadeiramente emocionante.
É o microcosmo perfeito do catálogo da Rockstar, de Bully até Grand Theft Auto. Jogos caóticos, confusos, violentos e muitas vezes quebrados são transformados em clássicos através de um uso hábil de inteligência, estilo e trilha sonora.
Sem dúvida, a Rockstar vai usá-lo novamente em games futuros. Mas eles nunca vão causar um impacto tão grande quanto o que essa viagem sozinho para o México causou.
Fonte: Kotaku
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