De marinheiro para encanador
A ideia foi passada para a diretoria da Nintendo, que gostou do que estava sendo feito, mas tudo poderia se perder devido ao simples fato de que a empresa japonesa não conseguiu manter os direitos dos personagens do desenho. Mesmo assim, a ideia do jogo era tão interessante que Miyamoto recebeu a tarefa de criar novos personagens, retrabalhar o título e assim nasceu Donkey Kong e o que viria se tornar o encanador Mario.
O Resident Evil que nunca existiu
Em 1999, a Capcom começou a dar dicas de que estaria preparando um novo game da série Resident Evil. O que deveria ser Resident Evil 4 nasceu como um jogo de ação que traria um personagem chamado Tony: um jovem invencível, com habilidades físicas e intelectuais que superavam as de qualquer homem do planeta. Essas vantagens seriam resultado de estudos com biotecnologia, que casava com o tema trazido pela série criada por Shinji Mikami.
Tentando deixar as coisas mais dinâmicas, os desenvolvedores do game abandonaram a câmera utilizada pelos jogos anteriores da franquia Resident Evil, aproveitando para visitar a Europa para estudar estátuas e cenários para o game.
Hideki Kamiya aceitou o desafio, mudando o nome do personagem principal para Dante, criou o universo povoado por demônios e assim nasceu o primeiro Devil May Cry, lançado em 2001.
De “interessante jogo cooperativo de tiro” para “jogo genérico de tiro”. E vice-versa
Só que também existem as ideias que acabam se perdendo pelo caminho, se transformando em coisas que não chegam perto do seu conceito original. Podemos incluir o game Fuse nesse grupo.
Anunciado como Overstrike, o título impressionou muitas pessoas quando teve o seu primeiro trailer exibido durante a E3 2011. O game trazia quatro personagens com habilidades próprias, lutando contra inimigos absurdos. Sim, ele se parecia bastante com outra série que falaremos mais para frente, mas o seu tom meio cômico e sua arte chamaram a atenção do público.
Um tempo se passou e Overstrike, que estava sendo desenvolvido pela Insomniac Games, acabou sendo renomeado para Fuse. O título distribuído pela Electronic Arts ainda trazia um grupo de personagens lutando contra inimigos, mas o tom do game, assim como sua arte, mudou, deixando tudo mais sério e, como muitas pessoas acharam, genérico.
Por outro lado, um game similar seguiu o caminho inverso. Borderlands, título da Gearbox, também nasceu como um game de tiro cooperativo. A diferença é que o tom do jogo era muito mais sério e sua arte era mais realista.
A Gearbox estava fazendo um jogo bonito, mas nada que não pudesse ser encontrado em outros diversos FPS que estavam sendo lançados no mercado. Como as artes conceituais do game haviam sido criadas com um visual de cel shadding, o vice-presidente da empresa disse que seria uma boa tentar mudar os gráficos do jogo antes de apresentá-lo para a 2K Games, que distribuiria o título.
Por outro lado, um game similar seguiu o caminho inverso. Borderlands, título da Gearbox, também nasceu como um game de tiro cooperativo. A diferença é que o tom do jogo era muito mais sério e sua arte era mais realista.
A Gearbox estava fazendo um jogo bonito, mas nada que não pudesse ser encontrado em outros diversos FPS que estavam sendo lançados no mercado. Como as artes conceituais do game haviam sido criadas com um visual de cel shadding, o vice-presidente da empresa disse que seria uma boa tentar mudar os gráficos do jogo antes de apresentá-lo para a 2K Games, que distribuiria o título.
Todos os envolvidos achavam que aquilo não era possível, mas em poucas semanas a mudança de algumas partes do game impressionaram a todos, inclusive aos executivos da 2K. Isso fez com que a produção de Borderlands ganhasse um novo rumo. Com a mudança nos gráficos, os desenvolvedores começaram a pensar em opções mais insanas para o jogo, deixando-o com o estilo que cativou diversos jogadores após o seu lançamento.
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